Como os hormônios afetam o processo de emagrecimento?

Se engana quem pensa que a alimentação é o único fator decisivo para obter sucesso durante o processo de emagrecimento. Não importa o quanto você “fecha a boca”, você não irá conseguir mudar os números da balança caso os seus hormônios estejam desregulados.

Para entender como os hormônios influenciam nesse processo, podemos compará-los aos carteiros. Eles possuem como papel levar uma mensagem até as células avisando o que devem fazer e produzir.

Assim, os hormônios regulam ações biológicas do nosso organismo, como a quantidade de açúcar no sangue, avisando as células do tecido se é o momento de metabolizar a glicose.

Tendo isso em vista, é fácil entender que o excesso ou a falta do hormônio tem interferência direta na regulação do peso, tanto para aumentar como para diminuir. Assim, eles possuem a responsabilidade de dosar a quantidade de calorias que gastamos durante o dia, com a desregulação fica mais difícil até para a construção de massa muscular.

Abaixo darei alguns exemplos de hormônios que podem afetar o emagrecimento.

Cortisol:

Conhecido como hormônio do estresse, o cortisol possui algumas funções no organismo, tais quais: redução de inflamações, regulação do sistema imunológico e, claro, regulação do estresse. Em relação ao peso, ele contribui para a glicemia em jejum e função muscular.

Quando está em alta, o paciente apresenta maior estresse e aumento de peso, graças ao ganho de gordura abdominal e queda da massa muscular.

Grelina e GH:

A grelina é o hormônio que diz para o seu cérebro se você quer se alimentar agora ou em outro momento, assim, ela costuma estar em pico antes das refeições. Entendendo esse princípio, é possível perceber que esse hormônio colabora para diminuir o excesso de gordura. Mas, não é só isso, ele também incentiva a produção de outro hormônio, o GH.

O hormônio do crescimento, GH, tem papel importante para o metabolismo da gordura e manutenção da massa muscular. Quem tem mais de 30 anos deve estar ainda mais atento, pois, nessa idade, os níveis diminuem bastante, deixando os efeitos no corpo ainda mais evidentes.

Leptina: 

Esse hormônio é responsável por controlar o apetite e a saciedade. Seu funcionamento ocorre através do tecido adiposo, que avisa o hipotálamo quando a gordura está em excesso e ajusta o consumo de alimentos. Ou seja, a leptina é responsável por adaptar o seu comportamento alimentar de acordo com as necessidades de energia do seu corpo.

Quando você tem muita gordura acumulada, o hormônio é produzido em grande quantidade, mas pessoas com excesso de peso podem possuir resistência a essa funcionalidade.

Além disso, quando há uma perda significativa de gordura de uma só vez, a leptina abaixa e o apetite aumenta, dificultando a perda de peso. Dessa forma, é necessário que a leptina esteja sempre em equilíbrio.

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