A dificuldade em diagnosticar torna a convivência com os sintomas muito difícil para o paciente. No entanto, apesar de não haver cura, é possível tratar!

A doença celíaca, também chamada de intolerância ao glúten, atinge cerca de 1% da população mundial segundo a Organização Mundial da Saúde. O número pode parecer baixo, mas a dificuldade em diagnosticar pode contribuir para ele.

Essa é uma doença que costuma ser originada pela predisposição genética que atinge, principalmente, o intestino, mas possui características sistêmicas e autoimunes que podem atingir outros órgãos. Ou seja, nem sempre os sintomas podem ser vistos externamentes.

Se a doença celíaca fosse um animal, com certeza, ela seria um camaleão. Esse animal é popularmente conhecido pela sua capacidade de auto camuflagem, evitando e confundindo os predadores. O mesmo acontece com a intolerância ao glúten que não possui um padrão de sinais e sintomas, confundindo o seu portador e até profissionais da saúde.

Há tempos atrás, a doença era descrita como um problema gastrointestinal que afetava, em grande maioria, crianças de raça branca com má nutrição. Mas, hoje, sabemos que isso não é verdade e que ela não possui distinção de raça e idade, além de atingir vários órgãos, embora aconteça mais com pessoas que possuem quadro de sobrepeso e obesidade.

Os sintomas podem ser externos, como feridas e sangramentos na pele, como internos, que incluem enxaqueca, dor abdominal, gases, constipação, alterações endócrinas e distúrbios ginecológicos. Isso tudo pode ser acompanhado de diarréia, vômitos, anemias e alterações ósseas.

Assim sendo, o paciente que chega ao consultório com qualquer probabilidade de ser portador da doença celíaca precisa ser recebido com cuidado e atenção. Tudo começa na recepção!

Normalmente, o paciente chega com um histórico frustrante de atendimentos anteriores. A dificuldade em diagnosticar acaba provocando nele ansiedade, por isso o acolhimento é essencial.

Com isso, é necessário três pilares: ouvir, explicar e passar segurança. Ele precisa saber que tem com quem contar e que poderá passar pelo problema conquistando uma vida normal.

Após essa etapa, é necessário uma biópsia de intestino para confirmar o diagnóstico. Esse é o principal órgão a ser atingido, sendo também alvo dos sintomas digestivos e nutricionais.

Como primeira porção do intestino delgado, o duodeno precisa passar pela biópsia em duas porções, sendo a primeira o bulbo e, depois, o segundo segmento. A biópsia precisa ser feita em mais de uma porção porque, caso feita apenas em um único local, pode acontecer o recolhimento do tecido normal e a não identificação da doença.

Após ter certeza do diagnóstico, começa-se o aconselhamento nutricional. Nesta etapa, além da restrição ao glúten, é preciso considerar os perigos da transgressão da dieta e dos efeitos deletérios da contaminação de forma cruzada.

Da mesma maneira que qualquer doença crônica, a doença celíaca precisa ser acompanhada continuamente a fim de controlar os sintomas e alcançar a melhora clínica.

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